Eletroterapia (TENS/FES): Como essas correntes ajudam na dor
Você provavelmente já entrou em uma clínica de fisioterapia e viu aqueles aparelhinhos com fios coloridos conectados à pele de alguém. Talvez você mesmo já tenha sentido aquele formigamento rítmico enquanto tratava uma lesão. A eletroterapia é uma das ferramentas mais clássicas e poderosas do nosso arsenal. Mas existe muita confusão sobre o que ela realmente faz.
Muitas pessoas chegam ao consultório acreditando que o “choquinho” vai curar o problema magicamente. Outros têm medo de sentir dor durante a aplicação. Hoje vamos sentar e conversar sobre como essas correntes funcionam no seu corpo. Quero que você entenda exatamente a diferença entre o TENS e o FES e como usamos essa tecnologia para tirar você da dor e devolver seu movimento.
A eletroterapia não é mágica. É fisiologia pura aplicada através de física. Quando você compreende o processo, o tratamento faz muito mais sentido e seus resultados tendem a ser melhores porque você participa ativamente do processo. Vamos mergulhar nesse universo das correntes terapêuticas de uma forma simples e direta.
O Básico que Você Precisa Saber sobre Eletricidade Terapêutica
Desmistificando o medo do choque
A primeira coisa que você precisa tirar da cabeça é a ideia de que eletroterapia dói. A palavra “choque” assusta e remete a colocar o dedo na tomada. Na fisioterapia nós não usamos correntes para machucar. Usamos correntes controladas para conversar com seus nervos. O objetivo é enganar o cérebro ou acordar um músculo.
O que você sente durante a sessão é ajustado estritamente pelo seu limite de conforto. Nós chamamos isso de limiar sensorial. A sensação deve ser um formigamento forte, mas nunca doloroso. Se doer nós estamos fazendo errado ou a intensidade está alta demais para o seu estado atual. Você tem o controle total sobre a intensidade da máquina.
Esses equipamentos são projetados com ondas específicas que penetram a pele com o mínimo de resistência. Isso significa que a eletricidade chega onde precisa – no nervo ou no músculo – sem queimar sua pele ou causar desconforto agudo. É uma estimulação segura e, muitas vezes, bastante relaxante para quem está sofrendo com dores constantes.
A diferença fundamental entre analgesia e função
Você vai ouvir muito essas duas siglas: TENS e FES. Elas parecem iguais e muitas vezes o aparelho é o mesmo, apenas mudando a chave de configuração. A diferença está no objetivo. O TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea) é focado 100% em tirar a sua dor. Ele é o analgésico elétrico. Ele fala com os nervos que transmitem a sensação de tato e dor.
Já o FES (Estimulação Elétrica Funcional) tem outro emprego. Ele quer movimento. O objetivo do FES é fazer o músculo contrair quando você não consegue fazer isso sozinho ou quando precisa de uma ajuda extra. Ele fala diretamente com o nervo motor. Enquanto um relaxa e engana a dor, o outro trabalha e gera força.
Saber essa diferença é crucial para alinhar suas expectativas. Se você está com uma dor aguda nas costas, não queremos o músculo pulando e contraindo loucamente. Queremos o TENS. Se você operou o joelho e a coxa não endurece por nada, o TENS não vai resolver. Precisamos do FES para acordar esse quadríceps.
O papel da fisioterapia na modulação da dor
A dor não é apenas um sinal de dano no tecido. A dor é uma construção do seu cérebro baseada em várias informações que ele recebe. A eletroterapia entra como um “hacker” nesse sistema. Nós usamos a eletricidade para modular como essas informações chegam lá em cima.
Quando aplicamos a corrente, estamos competindo com o sinal de dor. Imagine que a dor é uma estrada de terra esburacada e lenta. A corrente elétrica do TENS é uma Ferrari em uma autobahn. A informação do “formigamento” chega no cérebro muito mais rápido que a informação da dor. O cérebro prioriza a informação rápida e “esquece” de processar a dor por um tempo.
Isso nos dá uma janela de oportunidade. Se eu consigo reduzir sua dor por algumas horas com o aparelho, eu consigo fazer os exercícios manuais e de fortalecimento que realmente vão tratar a causa do problema. A eletroterapia é a chave que abre a porta para que o restante da fisioterapia possa entrar e fazer o serviço pesado.
TENS: O Guardião do Alívio da Dor
Como funciona a Teoria das Comportas na prática
Essa é a explicação mais clássica da fisioterapia e você vai entender agora. Existe um mecanismo na sua medula espinhal que funciona como uma cancela ou uma comporta. Os nervos que carregam a dor são fibras finas e lentas. Os nervos que carregam o tato e a vibração são fibras grossas e rápidas.
Quando você bate o cotovelo, a primeira coisa que você faz é esfregar o local. Por que? Porque o atrito estimula as fibras rápidas. Quando essas fibras chegam na medula, elas fecham a comporta para o sinal de dor que vem logo atrás. O TENS faz exatamente isso, mas de forma contínua e muito mais potente que a sua mão esfregando.
Ao ligar o aparelho em uma frequência alta (o tal do formigamento rápido), estamos bombardeando a medula com informações sensoriais não dolorosas. A medula fica tão ocupada processando esse “zumbido” elétrico que literalmente bloqueia a passagem dos sinais de dor que vêm da lesão. É um alívio quase imediato, mas que dura enquanto o aparelho está ligado ou pouco tempo depois.
A liberação de opioides endógenos e o efeito duradouro
Existe outra forma de usar o TENS que é fascinante. Em vez de usar aquele formigamento rápido e suave, usamos uma frequência baixa com uma intensidade alta. O aparelho dá “pancadas” rítmicas visíveis no músculo. Pode ser um pouco desconfortável no começo, mas o resultado vale a pena para dores crônicas.
Esse tipo de estimulação obriga o seu corpo a produzir sua própria morfina. Nós chamamos isso de liberação de opioides endógenos, como as encefalinas e endorfinas. O cérebro entende aquele estímulo rítmico e forte como um sinal para liberar substâncias químicas que matam a dor sistemicamente.
A vantagem desse modo é que o alívio dura muito mais tempo. Enquanto o modo convencional alivia na hora mas passa rápido, o modo de baixa frequência (acupuntura) pode deixar você sem dor por horas após a sessão. É excelente para aquelas dores profundas e antigas que parecem não ir embora com nada.
Tipos de dor que o TENS combate melhor
O TENS é extremamente versátil, mas brilha em situações específicas. Dores musculoesqueléticas são o alvo principal. Lombalgias, cervicalgias, tendinites e bursites respondem maravilhosamente bem. A corrente ajuda a quebrar o ciclo dor-espasmo-dor, permitindo que a musculatura relaxe.
Dores neuropáticas também podem ser tratadas. Pacientes com diabetes que sentem queimação nas pernas ou pessoas com ciático inflamado podem ter alívio significativo. Nesses casos, a colocação dos eletrodos precisa ser estratégica, seguindo o trajeto do nervo e não apenas o local onde dói.
Também usamos muito no pós-operatório imediato. Sabe aquela dor chata logo depois da cirurgia, quando a anestesia passa? O TENS ajuda a diminuir a necessidade de remédios fortes. Isso permite que você se movimente mais cedo, o que é vital para uma boa recuperação cirúrgica e prevenção de complicações.
FES: Recuperando o Movimento e a Força
A despolarização do nervo motor explicada
Agora mudamos a chave para o FES. Aqui não queremos apenas formigamento. Queremos ver o músculo mexer. O FES envia um pulso elétrico com largura suficiente para despolarizar o nervo motor. O nervo motor é o fio elétrico que conecta seu cérebro ao músculo.
Quando você sofre uma lesão ou cirurgia, o cérebro às vezes “desliga” a conexão com o músculo para proteger a área. Chamamos isso de inibição artrogênica. Você tenta contrair a coxa e ela simplesmente não obedece. O FES entra aqui como um iniciador de partida. Ele dá o choque no nervo e obriga o músculo a contrair, quer ele queira ou não.
Isso mostra para o seu cérebro que aquele movimento ainda é possível. Com o tempo e a repetição, o FES ajuda a restabelecer essa conexão neurológica. Não é apenas sobre deixar o músculo forte, é sobre ensinar o caminho neural novamente. É reaprender a controlar o próprio corpo.
Prevenção de atrofia e reeducação muscular
Um músculo parado atrofia muito rápido. Em questão de dias você perde massa muscular se ficar imobilizado. O FES é vital para frear esse processo. Ao forçar a contração muscular artificialmente, mantemos as fibras musculares ativas e nutridas, mesmo que você não consiga fazer força voluntariamente ainda.
A reeducação muscular é o ponto alto do tratamento. Imagine um paciente que teve um derrame (AVC) e não consegue levantar a ponta do pé (pé caído). Colocamos o FES na canela para levantar o pé exatamente no momento em que ele dá o passo. Isso não só ajuda a andar, mas treina o cérebro sobre o timing correto do movimento.
Nós combinamos o FES com o seu esforço. Eu peço para você: “tenta contrair junto com a máquina”. Quando o aparelho liga, você faz força. Quando ele desliga, você relaxa. Essa combinação de estímulo elétrico externo com sua vontade interna é o que gera os melhores resultados em ganho de força e coordenação.
O uso funcional em pacientes neurológicos e ortopédicos
Na ortopedia, o campeão de uso é o pós-operatório de joelho. O músculo vasto medial (a parte de dentro da coxa) adora “dormir” depois de uma lesão. O FES acorda esse músculo específico para garantir que a patela corra no trilho certo. Sem isso, a reabilitação fica muito mais lenta e o joelho pode continuar doendo.
Na neurologia, o uso é ainda mais fascinante. Usamos para pacientes com lesão medular, paralisia cerebral ou pós-AVC. O FES pode ser usado para ajudar a abrir uma mão espástica, para estabilizar um tronco fraco ou para facilitar a marcha. Existem até bicicletas especiais onde os pedais são movidos pela contração muscular gerada pelo FES nas pernas de pacientes paralisados.
O objetivo final do FES é a funcionalidade. Não queremos que você fique dependente da máquina para sempre. Queremos usar a máquina para dar o pontapé inicial até que seu sistema nervoso seja capaz de assumir o controle novamente e realizar as tarefas do dia a dia sozinho.
Os Segredos da Modulação: Ajustando os Parâmetros
Entendendo a Frequência (Hz) e o conforto
Aqui entramos na “cozinha” da fisioterapia. O segredo não é só ligar o aparelho, é ajustar os botões certos. A frequência, medida em Hertz (Hz), é o número de pulsos por segundo. Pense nisso como a velocidade de uma batida na porta.
Se eu uso uma frequência alta (geralmente entre 100Hz e 150Hz), a sensação é de um formigamento contínuo e suave. É agradável. É isso que usamos para a Teoria das Comportas no TENS convencional. O conforto é alto e a adaptação do paciente é fácil.
Se eu baixo a frequência para 2Hz a 10Hz, a sensação muda drasticamente. Você sente cada batida individualmente. “Tu-tu-tu-tu”. Isso é usado para liberar endorfinas ou para gerar contrações musculares visíveis no FES (geralmente usamos 30Hz a 50Hz para contração tetânica sustentada). A frequência define a “textura” da sensação elétrica.
A importância da Largura de Pulso (us) na penetração
A largura de pulso é medida em microssegundos (us). É o tempo que cada pulso elétrico dura. Pode parecer um detalhe técnico irrelevante, mas faz toda a diferença na profundidade e na qualidade do recrutamento. Imagine que é a “gordura” do pulso.
Pulsos estreitos (curtos) são mais confortáveis e ficam mais na superfície. Usamos para estimular nervos sensitivos na pele. Pulsos largos (longos) carregam mais energia e conseguem penetrar mais fundo para atingir nervos motores ou fibras de dor profunda sem precisar aumentar tanto a intensidade.
Para fazer um músculo grande como a coxa contrair com o FES, precisamos de uma largura de pulso alta. Se usarmos uma largura pequena, você vai sentir uma dor de picada na pele antes de o músculo mexer. Ajustar a largura de pulso é a arte de conseguir o efeito desejado com o máximo de conforto para você.
Intensidade e o limiar sensorial versus motor
A intensidade (mA) é o volume do rádio. É você quem decide o quanto aguenta. Mas nós, fisioterapeutas, precisamos guiar você até o nível terapêutico. Para dor (TENS), precisamos de uma intensidade forte, mas apenas sensorial. Deve ser a sensação mais forte que você aguenta sem o músculo contrair e sem sentir dor.
Para o FES, precisamos cruzar a linha. Aumentamos a intensidade até ver o músculo pular. Muitas vezes o paciente fica com receio e pede para parar antes. Meu papel é encorajar você a aguentar um pouquinho mais, porque se a intensidade for baixa, não recrutamos fibras musculares suficientes para gerar fortalecimento real.
Existe uma janela terapêutica. Muito fraco não faz nada (efeito placebo). Muito forte causa dor e pode gerar queimadura química nos eletrodos se a corrente não for balanceada. Encontrar esse ponto ideal é um trabalho de equipe entre o que eu vejo no seu corpo e o que você me relata sentir.
Aplicação Clínica em Cenários Reais
Protocolo para Dor Lombar Crônica
Imagine que você chegou travado, com aquela dor lombar que não deixa nem amarrar o sapato. A musculatura está dura como pedra (espasmo de proteção). Aqui, iniciamos com um TENS no modo Burst ou Acupuntura. Colocamos quatro eletrodos cruzando a área da dor.
Ajustamos para uma frequência mista ou baixa para gerar liberação de endorfinas. Deixamos você ali por 20 a 30 minutos, talvez com uma bolsa de calor por cima para aumentar o relaxamento. O objetivo não é curar a hérnia ou a artrose naquele momento, é desligar o alarme de incêndio.
Após esses 30 minutos, você geralmente levanta da maca com a dor reduzida em 50% ou mais. Nesse momento, aproveitamos para fazer mobilizações vertebrais e alongamentos leves que seriam impossíveis antes devido à dor. O TENS preparou o terreno para o tratamento mecânico.
Reabilitação Pós-Operatória de Joelho (LCA)
Você acabou de reconstruir o ligamento cruzado anterior. O joelho está inchado e você tem medo de pisar. O músculo da coxa está inibido. Aqui o FES é o protagonista. Colocamos um eletrodo perto da virilha e outro logo acima do joelho, na parte interna (vasto medial).
Pedimos para você tentar esticar o joelho. Ao mesmo tempo, acionamos o FES com uma frequência de 50Hz e largura de pulso alta. O choque vai fazer sua perna esticar com força. É estranho, mas fundamental. Repetimos isso por 10 a 15 contrações, damos um descanso, e repetimos.
Isso previne que sua perna fique fina (atrofia) e garante que você consiga esticar o joelho totalmente, o que é crucial para voltar a andar normalmente. Sem o FES, essa recuperação da força do quadríceps poderia demorar semanas a mais.
Controle de Espasticidade em Pacientes Neurológicos
Em um paciente que teve AVC, o braço muitas vezes fica travado junto ao corpo e a mão fechada com força. Isso é espasticidade. O músculo está hiperativo. Podemos usar o TENS ou o FES para “cansar” esse reflexo ou estimular o músculo oposto.
Uma técnica comum é aplicar o FES nos músculos extensores (os que abrem a mão). Ao estimular os músculos que abrem a mão, o cérebro envia um sinal de relaxamento para os músculos que fecham a mão (inibição recíproca).
O resultado é que a mão se abre mais facilmente, permitindo a higiene da palma da mão, o uso de órteses ou até mesmo a realização de tarefas funcionais simples. É uma aplicação que devolve dignidade e funcionalidade ao paciente, facilitando a vida diária.
Cuidados Essenciais e Contraindicações
Quando não devemos usar a eletroterapia
A segurança vem antes de tudo. Não usamos correntes elétricas em pacientes que usam marcapasso cardíaco, pois a interferência pode ser fatal. Também evitamos aplicar sobre o útero de gestantes (embora possa ser usado na coluna ou pernas durante o parto com segurança, mas evitamos no primeiro trimestre por precaução).
Nunca colocamos eletrodos sobre o seio carotídeo (no pescoço), pois pode alterar a pressão arterial e causar desmaios. Também evitamos áreas com infecção ativa, câncer (para não estimular metástase local pelo aumento da circulação) ou trombose venosa profunda.
Pessoas com alteração de sensibilidade precisam de cuidado redobrado. Se você não sente a pele, não consegue me dizer se está queimando. Nesses casos, evitamos o uso ou usamos com parâmetros extremamente conservadores e vigilância constante da pele.
Acomodação neural e como evitá-la
Você já percebeu que depois de 5 minutos com o TENS parece que o aparelho desligou ou ficou fraco? Isso se chama acomodação. Seus nervos se acostumam com o estímulo monótono e param de prestar atenção nele. Se isso acontece, o efeito analgésico diminui.
Para evitar isso, os aparelhos modernos têm um modo chamado VIF (Variação de Intensidade e Frequência). A máquina fica mudando a sensação o tempo todo, subindo e descendo, para que seu nervo nunca se acostume. Isso mantém o efeito terapêutico alto durante toda a sessão.
Se o seu aparelho não tiver isso, você mesmo deve aumentar a intensidade levemente a cada 5 ou 10 minutos, sempre que sentir que a sensação diminuiu. Mantenha o estímulo sempre presente e forte o suficiente para ser notado pelo cérebro.
Posicionamento estratégico dos eletrodos
Colocar o eletrodo no lugar errado é o motivo número um para o tratamento falhar. Não basta “colocar onde dói”. Para o TENS, geralmente cercamos a área da dor com dois ou quatro canais (técnica cruzada). A corrente precisa passar através do local da dor.
Para o FES, a precisão tem que ser milimétrica. Precisamos achar o “ponto motor”, que é o local onde o nervo entra no músculo. Se o eletrodo estiver 2cm para o lado, você vai precisar de muito mais intensidade para conseguir uma contração fraca. No ponto motor, com pouca energia conseguimos uma contração forte e confortável.
Usamos gel condutor novo e eletrodos de boa qualidade. Eletrodos velhos e sem cola distribuem mal a corrente e causam aquela sensação de “picada” ou “mordiscada” na pele. A boa condução é essencial para o conforto e eficácia.
Terapias Integradas e Abordagem Final
A eletroterapia, seja TENS ou FES, é uma ferramenta incrível, mas raramente trabalha sozinha. Ela é o “abre-alas” do tratamento.
No final das contas, o que vai curar você não é apenas o choque. Usamos o TENS para viabilizar a Terapia Manual, onde soltamos suas articulações e relaxamos a fáscia. Usamos o FES para preparar o músculo para a Cinesioterapia, que são os exercícios de fortalecimento e controle motor.
Muitas vezes associamos outras técnicas no mesmo atendimento:
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Dry Needling (Agulhamento a Seco): Podemos até ligar o TENS nas agulhas para potencializar o relaxamento de pontos gatilho profundos.
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Termoterapia: Calor ou gelo podem ser usados antes ou depois para modular a circulação e a inflamação.
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Osteopatia e Quiropraxia: Ajustes articulares que funcionam melhor quando a dor e o espasmo já foram reduzidos pela eletroterapia.
O sucesso do tratamento depende de um raciocínio clínico completo. A corrente elétrica é apenas uma parte da equação. Se você está sentindo dor ou fraqueza, converse com seu fisioterapeuta sobre como o TENS e o FES podem ser integrados ao seu plano de recuperação. Com a dose certa e a indicação correta, a eletricidade é uma das maiores aliadas da sua saúde física.